Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/05/2020
A Covid-19, é uma doença virótica, que, em 2020, fez com que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarasse estado de Pandemia Mundial. O alto grau de contágio do Corona Vírus provocou necessidade de quarentena, ou seja, de isolamento social, impossibilitando as aulas presenciais no mundo, inclusive no Brasil. A mudança brusca de aulas presenciais para aulas a distância, o famigerado “EAD” (Ensino à distância), escancarou a falta de preparo do Ministério da Educação e de instituições de ensino privado em lidar com os estudantes através do EAD.
Atualmente, o meio mais utilizado pelas instituições de educação para se comunicar com os estudantes é a internet. De acordo com o TIC Domicílios, do Comitê Gestor de Internet, em 2018, 30% da população total do Brasil não possuía acesso à internet. A desigualdade, nesse momento de isolamento social, aumenta a disparidade na qualidade de ensino entre àqueles que são financeiramente privilegiados e aqueles que não possuem condições favoráveis a adaptação ao EAD, perpetuando assim, a desigualdade social, uma vez que a educação é um dos principais caminhos para a ascensão social, e restringindo-a a apenas uma parcela da população, é natural que os indivíduos mais instruídos obtenham melhor qualidade de vida no longo prazo.
Em um país tão desigual como o Brasil, já era esperado que o EAD fosse integralmente oferecido à estudantes de classes mais privilegiadas, uma vez que estes, possuem um leque de ferramentas de ensino muito mais amplo do que os jovens de classes desfavorecidas. Porém, a pandemia fez com que o EAD fosse implementado às pressas, sem um planejamento pré-definido, o que fez com que os estudantes de classe média e alta também sentissem dificuldades de adaptação, uma vez que não ocorreu uma familiarização prévia dos métodos e ferramentas que são continuamente empregados na educação à distância.
Tendo em vista a disparidade educacional entre as classes mais privilegiadas e as classes menos afortunadas, é um fato que o EAD no Brasil deve-se adequar aos padrões que a população brasileira vive. O MEC (Ministério da Educação) e as Instituições de Ensino Privado deve disponibilizar video-aulas online, porém, é necessário que uma estratégia e um cronograma seja montado juntamente a uma equipe especializada de pedagogos, para que a adaptação dos estudantes seja a melhor possível. Além disso, o MEC deve buscar atingir a parcela da população que não possui acesso à internet, o que pode ser feito através da elaboração de apostilas que englobem as matérias estudadas, sendo distribuídas gratuitamente à estudantes da rede pública, para que assim, a disparidade da qualidade do ensino seja diminuída.