Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 04/05/2020

O primeiro trimestre de 2020 foi, no mínimo, caótico. Na primeira semana de janeiro, já tivemos o assassinato de Qasem Soleimani, braço direito do líder supremo iraniano, por um míssil americano. Em Fevereiro, as diversas enchentes vieram em peso, devastando carros, casas e, infelizmente, famílias. O problema é que por trás disso tudo, o “Novo Corona-Virus” crescia cada vez mais, e de uma a uma ia segurando em casa nações inteiras.

Nesse estado, trancafiada, enquanto o mundo continua girando, a sociedade não pode parar e, à distância, prossegue com seus deveres, trabalhando e estudando, mas principalmente se re-inventando a cada dia.

E aos estudantes, resta o Estudo A Distância (ou como anda sendo chamado, EAD) sistema que no papel parece excelente, mas na prática sobrecarrega o aluno e, em um movimento contra-produtivo, desmotiva o aprendizado. “Nove décimos do educar, é encorajamento”, a frase de Anatole France enquadra perfeitamente como o estudante brasileiro atual anda enfrentando a quarentena, tal que sistemas falhos e à ignorância extrema de ambas as partes; em relação a problemas pessoais e agendas superlotadas, cooperam com o já passivo ócio da longa estadia em casa.

E se já está dificil para aqueles em escolas particulares, o estudante de insituições públicas encontra-se, literalmente, abandonado em casa, totalmente sem razão para continuar investindo em uma agenda pedagógica e de certo modo, sem meios acessíveis para botar os estudos em dia.

E as instituições? Essas tem que cobrir seus duzentos dias letivos, oitocentas horas, ou qualquer outra medida que seja, as custas de uma massa de estudantes sobrecarregados, desconfortáveis e acima de tudo, descontentes com os “Maus-Tratos Educacionais” presenciados no meio de uma crise de fim indeterminado e final, incerto.