Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/05/2020
O ensino à distância, comumente chamado pela sigla “EAD”, anteriormente, restringia-se majoritariamente ao Ensino Superior. Porém, com a pandemia de Corona Vírus, que instaurou um regime de isolamento social, o EAD foi ampliado para o ensino básico, revelando o despreparo do Ministério da Educação e dos profissionais da educação de instituições públicas e privadas em lidar com o lecionamento de conteúdos aos estudantes através de formas não-convencionais. A necessidade de implementação do EAD às pressas transpareceu a inevitabilidade da modernização dos meios tradicionais de educação, indicando a precariedade e relativa obsolência do atual sistema de ensino nacional.
A internet, principal meio utilizado para o Ensino à Distância, é um importante facilitador do aprendizado, porém, é importante que a desigualdade seja considerada ao analisar o papel da web na educação. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2018, quase 46 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet. Esse dado indica a ineficiência do EAD unica e exclusivamente via internet, uma vez que nem toda população usufrui do meio de comunicação do século. A restrição do EAD à bolha da internet, aumenta a disparidade educacional, perpetuando a desigualdade social.
Além da parcialidade na eficiência da internet, outro fator que deve ser levado em consideração no EAD é a dificuldade de adaptação dos estudantes, principalmente daqueles que não são autodidatas. A disponibilização de materiais pelo MEC (Ministério da Educação) é essencial, mas é importante também que uma orientações específicas sobre as formas de aprendizado sejam amplamente divulgadas, uma vez que, de acordo com Programação Neurolinguística (PNL), existem diferentes perfis de aprendizado, como os estudantes visuais, os estudantes auditivos e os estudantes cinestésicos.
Justifica-se portanto, a implementação e a modernização de políticas públicas que visem a otimização do Ensino à Distância. Além da disponibilização de vídeo-aulas via internet, o Ministério da Educação, juntamente com pedagogos, deve elaborar uma cartilha com sugestões e orientações sobre a potencialização do aprendizado, de acordo com as variantes dos tipos de estudantes. Juntamente com as vídeo-aulas e com a orientação especializada, é um dever do MEC atender a todos os estudantes do país, inclusive aos que não possuem acesso a internet. Portanto, o MEC deve disponibilizar gratuitamente a todos os estudantes da rede pública apostilas personalizadas de acordo com o segmento em que o estudante se encontra, seja o Ensino Fundamental I, o Ensino Fundamental II ou o Ensino Médio.