Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/05/2020
No século XX, a Revolução Técnico-Científica-Informacional trouxe o advento da internet, com o intuito de estabelecer conexões a longa distância. Nessa perspectiva, o mundo globalizado inovou o âmbito tecnológico, impactando, também, na educação. Entretanto, o ensino a distância ainda sofre empecilhos no país, o que mostra um retrocesso no que diz respeito ao avanço da tecnologia, refletindo na desigualdade social e na falta de investimentos. Dado o exposto, faz-se necessária ações governamentais para a amenizar a problemática no país.
Em primeiro plano, cabe salientar que a educação on-line é, frequentemente, inviabilizada pela desigualdade social, a qual é inferida pelo baixo Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil. Nesse viés, pessoas que optam pelo ensino a distância geralmente necessitam de flexibilidade nos estudos - um dos pontos positivos do EAD -, todavia, esses indivíduos costumam estar inseridos em um contexto desigual, com aparelhos tecnológicos não adaptados ao dinamismo da educação digital. Dessa forma, é inquestionável que o âmbito desigual referente à concentração de capital brasileira evidencia a problemática, como por exemplo, devido à pandemia do COVID-19, muitos alunos estão sendo prejudicados em virtude do deficitário acesso tecnológico.
Sob esse prisma, é válido mencionar os ínfimos investimentos na educação digital, os quais são contribuintes ao impasse. Posto isso, dentro da perspectiva de Steve Jobs, a tecnologia tem potencial para causar avanço no mundo, sendo assim, tal carência de aplicação de capital dificulta o EAD, pois os docentes não têm uma capacitação adequada no que concerne ao âmbito virtual, o qual necessita de dinâmica e adaptação em prol do foco dos alunos. Nesse sentido, ainda na questão epidêmica, é perceptível uma carência adaptativa acerca das aulas on-line, o que desfavorece o ano letivo dos alunos.
Em suma, medidas são cruciais para amenizar as dificuldades do ensino a distância no país. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por disseminar conhecimento, realizar um projeto de capacitação profissional, oferecendo cursos aos professores sobre as aulas on-line, por meio de “workshops” nas instituições de ensino qualificantes, tal como o Senac, buscando vigorar a dinâmica de tal ensino. Em adição, o MEC deve criar um programa de “Bolsa Tecnologia Educativa”, o qual ofereça aparelhos tecnológicos aos discentes de baixa renda, por intermédio da parceria de empresas locais, buscando oferecer qualidade no EAD. Somente assim, será possível ressaltar o progresso da Revolução Industrial, estabelecendo maior integração no ramo educativo.