Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/05/2020

No ano de 1728 em Boston, começou o sistema de EAD que era feito por meio de cartas, nos dias atuais vem se revolucionando sendo capaz de ser acessada por meios comuns como o celular. O sistema de ensino à distancia é fundamental em uma sociedade que requer tempo e flexibilidade das pessoas já que muitos estudantes precisam estudar e trabalhar para se sustentar e apresenta uma saída para pessoas de baixa renda. Porém, esse modelo demonstra problemas para ser implantado no Brasil já que não abrange mazelas da sociedade como as de zona rural sem acesso a internet e é um modelo que o atual governo defende julgando o digital melhor que presencial.

Os números de estudantes adotando essa modalidade no Brasil é enorme, passa de 2 milhões em 2019, que é 24,3% das matrículas em graduações segundo a ABED. O perfil de quem adota o ensino à distancia é de grande maioria mulheres de 26 a 30 anos que são geralmente moças que não conseguiram ingressar em uma faculdade ou curso após o ensino superior. O governo atual defende o EAD e aponta-o como fácil acesso para a população e o ministro do MEC já tem propostas para essa mudança como a “Universidade Federal Digital”. Entretanto, isso é contraditório pois cerca de 30% da população do Brasil não tem acesso a internet e essa realidade já é mais vista agora no tempo atual de pandemia, onde diversos estudantes estão sem aula e conteúdo já que está tudo sendo feito de maneira online. Grande parte dos alunos de rede pública não teve acesso à plataformas de ensino ou aulas online há mais de 2 meses pela falta de acesso,e isso nos torna a pensar nos alunos que já terminaram o ensino médio e ficaram sem meio de estudo pelo mesmo motivo, tornar tudo digital e ele continuar sem acesso o excluiria da sociedade e faria ele sobreviver de meios secundários. O governo ainda não demonstrou medidas para esses alunos, e tais esperam soluções.

O EAD surgiu como modelo de alcançar e ajudar as demais parcelas da população que precisam da flexibilidade de seu tempo, mas no Brasil esse objetivo se torna mais complicado devido às mazelas da sociedade que não possuem acesso à internet. Seria difícil o governo usar seus recursos pois seria muito gasto então ela poderia usar empresas privadas para fazer esse serviço. O governo investia nas empresas que tais iam conseguir disponibilizar o acesso a internet para essas pessoas e fariam ainda a manutenção desse serviço e os usuários seriam incentivados a pagar uma parcela pequena por esse serviço incentivando ainda o trabalho. Esse serviço já é utilizado em outras áreas e demonstra retorno e é denominado negócio social. Desse modo o governo poderia democratizar de fato o EAD