Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/05/2020

O ensino à distância, conhecido pela sigla “EAD”, desde o boom da era digital sempre foi empregado no ensino superior. Com a pandemia de Covid-19, doença altamente infecciosa causada pelo Corona Vírus, cujo isolamento social é indispensável para diminuir a taxa de contágio, o ensino básico encarou um novo desafio: implementar o EAD subitamente, sem um planejamento prévio. Tendo em vista que o EAD do ensino básico não teve tamanho estudo como o anteriormente empregado no ensino superior, é natural que existam falhas em sua estrutura, porém, é importantíssimo que essas falhas sejam minimizadas o mais rápido possível, porque uma geração inteira de estudantes e profissionais sofrerá com tais efeitos.

O EAD é conhecido por utilizar a internet como principal meio de dissolução de seus conteúdos e de acordo com uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018, 1 em cada 4 cidadãos brasileiros não possui acesso à internet. Tendo em vista que grande parte da população brasileira não utiliza a web, é possível concluir então, que o ensino à distância está relativamente adaptado apenas para a população de classes mais privilegiadas.

A constituição brasileira garante o direito à educação à todos, independente da classe social, sendo assim, é necessário que ocorram adaptações para que esta forma de estudo esteja disponível para a população em sua totalidade. Além da necessidade da democratização do acesso ao ensino à distância, é preciso que ocorra um planejamento melhor do que será entregue para os estudantes, pois como esse período de isolamento social não foi premeditado, e a implantação do ensino à distância foi repentina, é comum que os estudantes sofram dificuldades de adaptação como o novo recurso educativo.

Tomando como base os fatos apresentados acima, é urgente que o EAD se adapte ao ensino básico. O Ministério da Educação deve implementar um planejamento, baseado na BNCC (Base Nacional Curricular Comum), juntamente com uma equipe de pedagogos, para direcionar melhor os estudantes, e ajudá-los a se adaptarem. Com relação a parcela da população que não possui internet, o Ministério da Educação deve realizar uma parceria com editoras privadas, para a elaboração de uma apostila que englobe as matérias de cada um dos segmentos da educação básica, que devem ser distribuídas a todos os estudantes da rede pública e privada que não possuem acesso à internet.