Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 26/05/2020
Segundo Albert Einstein, quando uma mente se abre a uma nova ideia ela jamais volta a ser a mesma. Hoje, com a nova era tecnológica, as metodologias de aprendizagem desprendem-se dos modelos utilizados desde os primórdios, e aderem à tecnologia um novo modelo de ensinamento. Todavia, a implementação sistemática do ensino a distância, apresenta desafios em relação à falta de cultura de autoaprendizagem e a acessibilidade de parte da população brasileira ao ensino à distância, o que necessita ser discutido.
À priori, é importante salientar que o método educativo, hodiernamente aplicado nas inúmeras instituições mundo afora, é baseado no modelo Iluminista, no qual o aluno é passivo perante aos conhecimentos transmitidos pelo professor. Ao contrário do ensino remoto, suprido por vídeoaulas gravadas e sem qualquer contato com um educador, oferece flexibilidade ao estudante em relação ao horário de realização das aulas, atualmente adotado por pessoas que apresentam curto espaço de tempo para se adequarem à rotina universitária. Dessa maneira, no atual momento em que se encontra a expansão da web, o ensino a distância tem ajudado muitos indivíduos a obter qualificação profissional, tendo grande importância no investimento dessa metodologia.
Entretanto, outro ponto em que devemos salientar é em virtude desse assunto é que a substituição do ensino EAD pelo presencial não alcança a todos os educandos. Segundo o site do G1, cerca de 30% dos brasileiros não possuem acesso à internet, o que inviabiliza a substituição desse pelo ensino democrático já utilizado. Dessa forma, fica claro o pensamento do pensador Sêneca: “a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, portanto mudanças são necessárias para que essa demanda atenda a todos e traga aspectos positivos para todos.
Entende-se, portanto, que a educação remota possui barreiras a serem vencidas. Dessa forma, cabe ao MEC (Ministério da Educação e Cultura) melhorar a qualidade dessa modalidade educativa, visando oferecer parâmetro adequado para a relação das atividades à distância, como também, promover que esse acesso chegue às comunidades que não possuem pleno acesso à internet por meio de programas de inserção de jovens menos priorizados à tecnologia EAD. Ademais, é possível que esse preconceito seja quebrado com palestras feitas por pessoas que realizam o ensino à distância, relatando aos estudantes os prós e contras do EAD, o qual seria inserido em escolas e, assim, poderia enfim, começar a ser difundido de maneira não prejudicada pelo preconceito.