Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 14/05/2020
Segundo Aristóteles, todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer. Em consonância com o pensamento do filósofo grego, é possível compará-lo com a questão do ensino a distância (EAD) no Brasil, que ainda possui dificuldades em se manter, seja devido a resistência dos alunos a essa modalidade ou mesmo pela grande quantidade de conteúdos apresentados nos cursos.
As dificuldades encontradas nos cursos EAD se dão pela enorme quantidade de conteúdo, que exigem muito tempo do aluno para concluir cada disciplina. Esta sobrecarga é contribuinte para a evasão dos estudantes deste tipo de ensino, que segundo a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), é o maior obstáculo para a formação.
Cabe salientar, outrossim, o preconceito social como impulsionador do problema. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico, por ser, assim como esse, composto por partes que interagem entre si. Partindo desse pressuposto, a coesão e o bom funcionamento de todas suas esferas resultam na equidade de direitos entre os indivíduos que a compõem. Contudo, no Brasil isso não ocorre, pois grande parte da sociedade ainda vê o ensino EAD como sendo de baixa qualidade educacional.
Portanto, com o intuito de amenizar esta problemática, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), através de verbas governamentais, criar propagandas a serem divulgadas em canais televisivos e redes sociais, que exponham a importância e a seriedade do ensino a distância, com o objetivo de reduzir a evasão e a resistência dos alunos. Em adição, o MEC deve reduzir a carga horária das disciplinas, regularizando cada curso, com o propósito de aliviar a tensão dos estudantes. Desta forma, todos serão capazes de atingir o conhecimento descrito por Aristóteles.