Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 13/05/2020
No que diz respeito à evolução tecnológica, é conveniente ressaltar, que promoveu uma abrangente quebra de barreira geográfica na contemporaneidade. Simultaneamente, a internet junto ao processo de globalização, possibilitou de maneira remota, a realização de afazeres e obrigações com praticidade. Além disso, expandiu o acesso aos cursos técnicos e superiores à jovens e adultos, embora ainda haja um número abundante de pessoas sem alcance ao mundo virtual e desconfiança relacionada à qualidade de ensino.
Sob essa perspectiva, torna-se imprescindível enfatizar a exclusão digital, como um fator acíduo em em muitas regiões do país. Acerca desta realidade, uma pesquisa feita pelo IBGE, apontou que uma em cada quatro pessoas, não possui acesso à internet. Sobretudo, majoritariamente na área rural, onde a baixa renda restringe a população de se integrar à evolução tecnológica, dificultando a oportunidade de ensino à quem não tem condições de locomoção.
Outrossim, tendo em vista o modelo clássico de educação que provém da idade média e persiste atualmente, destaca-se a citação do sociólogo Georg Simmel, que diz que as pessoas possuem o costume de apresentarem uma reação de resistência quanto às inovações. Apesar da expansão dos polos EAD, e das vantagens obtidas pelo ensino à distância, que foi um grande avanço na democratização do conhecimento intelectual, o preconceito relacionado à qualidade dos cursos, pela suposição de não transmitir o mesmo peso, é de certa forma acentuado, comparado às modalidades presenciais.
Portanto, fica evidente a necessidade de mais investimentos de recursos tecnológicos e redes de acesso à internet no âmbito rural, instigado pelo MCTIC, a fim de promover acesso ao ensino superior por pessoas de baixa renda e moradia inflexível. Ademais, medidas do MEC mostram-se emergenciais na área da educação, promovendo palestras à respeito do ensino à distância, com o intuito de desmistificar a ideia de superficialidade e inferioridade, e estimular a prática na sociedade.