Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 18/05/2020

A Companhia de Jesus, foi um movimento português em 1549, que objetivava catequizar e educar indígenas brasileiros. Do mesmo modo, atualmente, instituições públicas e privadas realizam o desafio de instruir, contudo tal ato nem sempre é efetuado de maneira presencial. Nesse contexto a educação a distância (EAD) surge como válvula de escape para a difusão de informações entre o transmissor e receptor, todavia, a introdução a esse artefato não mostra-se homogênea, uma vez que as exclusões sociais são ruídos nessa comunicação. Assim, a vulnerabilidade econômica torna-se uma tribulação, já que impossibilita o acesso à internet ou meios de diálogo, que somados a dificuldade de absorção do conteúdo e a qualidade do ensino faz-se desafios na sociedade brasileira.

A priori, segundo o filósofo francês Pierre Lévy, criador do conceito de “cibercultura”, as tecnologias impactam na inteligência coletiva como remédio ou veneno. Sob esse prisma, é indubitável que o acesso a tais artifícios vai direcionar um resultado positivo ou negativo. Nessa conjuntura, pessoas em situação de vulnerabilidade econômica não possuem ingresso à aprendizagem à distância ou a matérias e planos complementares, o que torna-se uma tribulação do EAD. Desta forma, ocorre a exclusão social e financeira, já existente na sociedade brasileira, o que ocasiona um sistema meritocrático educacional desigual.

Em segundo lugar, o contexto educacional à distância, apresenta grandes problemas relacionados ao aprendizado, absorção e qualidade do ensino. Segundo o sociólogo espanhol, Manuel Castells, a aprendizagem na maior parte das escolas e universidades é totalmente obsoleta, já que produzem uma pedagogia baseada na transmissão de informação e tal utensílio já encontra-se disponível na internet. Todavia, é importante que principalmente o EAD preocupe-se com material e conteúdo, uma vez que o contato interpessoal de exclusão de dúvidas não ocorre. Com isso, a assimilação de modo produtivo não acontece, o que gera problemas nessa vertente.

Em suma, é notório que o EAD traz facilidade e comodidade para os estudos, mas que é imprescindível que é afetado por fatores socioeconômicos, além de exigir autodisciplina. Com isso é dever do Estado, aumentar os níveis de empregabilidade, através da elevação da taxa econômica- ampliando o consumo e o investimento- a fim de gerar renda a todas as famílias, disponibilizando condições igualitárias do acesso à internet. Bem como, cabe as unidades de ensino à distância promover conteúdos com maiores informações e de modo simplificado, por meio de vídeo aulas- voltada pra dúvidas- objetivando maior absorção e concentração. À luz disso, gradativamente os desafios da educação domiciliar pela internet, diminuíram.