Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/05/2020

O desafio do acesso a educação a distância no Brasil

A necessidade de assistir e participar de aulas em meio ao isolamento social, proporcionado pela pandemia do Covid-19, expandiu a modalidade de ensino a distância no país. Entretanto, o acesso a essa educação mostra-se um empecilho. Segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 13,5 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza. Sendo assim, essas pessoas que vivem em condição miserável não possuem alcance as aulas virtuais, e consequentemente  tornando-se prejudicadas educacionalmente.

Primeiramente é preciso observar as ações do Ministério da educação e Cultura, órgão do governo federal  e responsável por administrar o ensino brasileiro, que apesar de divulgar a possibilidade de aumento de 40% na carga horária na modalidade de ensino em cursos superiores, ainda não manifestou-se sobre o problema do acessoas aulas online no país. Também não há suporte aos profissionais de ensino, que necessitam de um material específico para a realização das aulas virtuais. Desse modo ocorre um atraso na educação, com milhares de alunos sem acesso ao EAD e professores sem ferramentas para ministrar aulas.

Consequentemente, há a quebra do sistema de ensino no Brasil, que limitado a educar apenas virtualmente para pessoas com acesso a internet, exclui e isola os numerosos estudantes sem recursos para participar da modalidade de ensino a distância. O estudo tornou-se a possibilidade de ascensão social para grupos e comunidades pobres de estudantes brasileiros, entretanto, o atraso de medidas e planos que os auxiliem no aprendizado a distância retarda o desenvolvimento intelectual dos mesmos. A EAD no Brasil é exemplo da meritocracia presente em nossa sociedade, onde apenas quem tem o privilégio do acesso a internet consegue acompanhar as aulas de ensino a distância. Portanto, a união  e manifestação de alunos favoráveis ao surgimento de novos meios e planos que substituam ou facilitem o acesso ao ensino a distância é necessária.

Conclui-se, assim sendo, que é preciso a manifestação do Ministério de Educação e Cultura com planos e projetos que regularizem e viabilizem o acesso a internet por populações carentes, como a implantação de pontos de acesso de wi-fi em cidades onde o alcance do mesmo é ruim ou inexistente.O MEC deve colaborar também com os profissionais de ensino, doando os devidos equipamentos ou auxiliando financeiramente para a compra dos mesmos que são essências para a execução de uma aula virtual. Afinal, como afirma Aristóteles: “A educação possui raízes amargas, porém seus frutos são doces”.