Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/05/2020
“A educação é direito de todos e dever do Estado.” Com essas palavras a Constituição Federal do Brasil garante a todos o compromisso público com a oferta desse direito fundamental. Nesse contexto, o ensino à distância (EaD) é benéfico uma vez que facilita o acesso à educação de portadores de deficiência bem como ajuda na mobilidade social dos mais pobres.
Em primeira análise, o ensino à distância facilita o acesso à instrução à portadores de deficiência. Sob esse viés, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 7% da população apresenta algum tipo de deficiência física. Desse modo, para milhões de pessoas, ir à escolas e universidades é perigoso e exaustivo devido as dificuldades de acessibilidade em meios de transporte e locais públicos. Nesse senso, a aprendizagem à distância é capaz de qualificar essa importante parcela da população ao mesmo tempo em que mitiga o descaso público com o bem estar desses cidadãos.
Ademais, métodos de ensino à distância ajudam na mobilidade social dos mais pobres. Isso acontece porque, de acordo com o filósofo Immanuel Kant é na educação que se assenta o segredo do aperfeiçoamento da humanidade. De fato, para cada ano a mais estudado, a renda do trabalhador aumenta até 15% conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. Nesse senso, a disponibilidade do estudo não presencial oportuniza aos mais carentes a qualificação indispensável para o incremento da renda e da consequente melhoria na qualidade de vida e de posição social.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar as dificuldades do acesso à aprendizagem não presencial. Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie projetos educacionais de expansão do “EaD”, por meio de uma ampla ação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre professores, alunos e especialistas. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das carências de acesso e dificuldades relativas ao uso do ambiente escolar virtual. Ação que, iniciada no presente, é capaz de modificar o futuro e garantir os direitos educacionais de toda a sociedade.