Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 18/05/2020

O “Telecurso 2000” foi um programa televisivo com o objetivo de lecionar aulas do ensino básico a distância. Atualmente, com o advento da internet, esse tipo de didática tornou-se viável para muitas pessoas. Contudo, mesmo sendo uma forma de democratizar o ensino, há entraves que dificultam a ampliação da Educação a Distância (EAD). Nesse contexto, deve-se analisar que a exclusão digital e a falta de preparação influenciam tal problema.

Inicialmente, é importante destacar a exclusão digital como um agravante da problemática. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à internet é um direito humano fundamental no século XXI. Entretanto, nota-se que o governo brasileiro não o cumpre com vigor, haja vista que 30% da população brasileira não está conectada à internet — segundo o IBOPE. Logo, a falta de inclusão digital faz com que a EAD ainda não seja uma ferramenta democrática, pois, por falta de estruturas básicas, muitas pessoas não têm acesso a esse tipo de educação.

Além disso, a pouca preparação dos docentes e alunos também é um problema. O sociólogo brasileiro, Paulo Freire, defendia que ensinar não é apenas transmitir conhecimento, é preciso que haja diálogo entre os indúvios para construir um processo de aprendizagem. Analogamente, percebe-se que o formado atual da EAD rompe com esse pensamento, pois o pouco domínio sobre tal ferramenta acaba tornando as atividades em sala monótonas. Consequentemente, os alunos pouco participam ativamente das aulas, não havendo diálogo com os professores.

Portanto, fica clara a necessidade de melhorias na EAD brasileira. Assim, cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia ampliar os pontos de acesso à internet, por meio da instalação de torres com conexão gratuita em locais como praças e parques, principalmente em áreas menos favorecidos, a fim de que mais pessoas tenham acesso ao ensino a distância. Ademais, o Ministério da Educação deve promover uma “educação digital” antes de implementar a EAD no país, com cursos entre docentes e alunos, para que seu formato seja mais didático. Dessa forma, o ensino a distância será, de fato, democrático.