Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 18/05/2020

Nos últimos meses, o isolamento social decorrente da pandemia do Covid19, inquiriu uma flexibilidade no sistema de educação brasileiro. A solução encontrada aderiu a um sistema já popular, que tem como seu principal meio plataformas digitais, o ensino a distância (EAD). Desde então, surgiram diversas vertentes referentes a sua efetividade no país, quando levados em conta aspectos econômicos-sociais, de modo a ir em sentido contrário ao avanço já feito no que diz respeito a desigualdade e interação.

“Mais de quarenta e cinco milhões de brasileiros ainda não possuem à internet. Este número corresponde a, em média, 25,3% da população com 10 anos ou mais de idade.” disse Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2018. Esta afirmação, sugere que, uma camada mais inferior da sociedade é isenta deste meio, logo priva a educação aos mais favorecidos economicamente. Fato este que o torna o sistema pouco eficiente, pois, seu principal objetivo era minimizar impactos decorrentes da eventualidade.

‘‘A importância das interações sociais na aprendizagem" foi o tema recorrente do Décimo Congresso Nacional de Educação, o qual ocorreu no ano de 2011, em Curitiba. Nele, concluiu-se que, o sistema de ensino a distância impõe barreiras no contato com outros estudantes, de modo a privá-los de uma rica troca de conhecimentos. Consequentemente, estes tornarão-se profissionais despreparados para trabalhos coletivos.

Mediante ao exposto, é de extrema importância que o Ministério da Educação continue investindo no ensino presencial, por meio da construção e ampliação de instituições de ensino públicas, com o fim de destruir quaisquer elementos de desigualdade, e garantir profissionais suficientemente qualificados para o mercado de trabalho.