Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 24/05/2020
A Organização das Nações Unidas, em 2011, declarou a inclusão digital como um direito humano do século XXI, considerando o seu poder de ascensão social. Na contemporaneidade brasileira, apesar de demonstrada a importância da democratização da internet, esta ainda é associada a impasses, os quais corroboram a desigualdade no âmbito educacional brasileiro, a exemplo do atraso na educação a distância, popularizada pela sigla EAD. Assim, convém discorrer sobre os empecilhos para a implantação dessa modalidade e as potencialidades se introduzida no país.
Em primeira análise, é importante frisar que a EAD não é atual, mas é dificultada pela exclusão digital e pelo distanciamento social das inovações tecnológicas. Hodiernamente, a falta de internet em lares brasileiros é considerada um dos principais obstáculos para a distribuição e adaptação às ferramentas tecnológicas, fato esse que não sustenta essa plataforma em toda a extensão do país. Essa má dispersão é confirmada através da pesquisa do TIC Domicílios, o qual diz que 30% da população brasileira não está conectada. Destarte, conclui-se que o enlace entre a impossibilidade do acesso à internet e a falta de domínio tecnológico distancia o EAD da realidade brasileira.
Ademais, se as circunstâncias mencionadas anteriormente não se fizessem presentes no Brasil, a educação a distância seria uma oportunidade de transformar a vida de indivíduos, levando em conta os inúmeros benefícios desse ensino. A exemplo da flexibilidade dos horários, o que tornaria o estudante um ser autônomo e apto a decidir o melhor momento para seus estudos, além de ser uma educação adaptada ao ritmo discente, visto que este teria ferramentas a sua disposição para controlar as aulas. Concomitantemente, essa nova perspectiva seria um meio impulsor para concretizar o domínio tecnológico da população brasileira.
Por conseguinte, consuma-se diante do cenário brasileiro a necessidade de reiterar-se a questão da democratização da internet e consequentemente da concretização da EAD na matriz curricular brasileira. Tal acontecimento acontecerá se, e somente se, houver a colaboração harmoniosa entre o Poder Legislativo e Executivo, através da liberação de verbas para investimentos desde as áreas remotas até as mais acessíveis. Outrossim, é fundamental a reivindicação popular a fim de vingar o direito posto pela ONU em 2011. Após a efetiva dos ideais anteriores, será possível vencer um dos emblemas da desigualdade educacional e transformar o futuro de muitos cidadãos brasileiros.