Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 05/06/2020
A educação a distância (EAD) é uma forma de ensino e aprendizagem mediada pela tecnologia, na qual permite que o professor e o aluno estejam em ambiente físicos e temporais diferentes. Esse método apresenta um aumento significativo em oferta e procura no país. Apesar de proporcionar flexibilidade e baixo custo, ainda é alvo de preconceito e enfrenta obstáculos relacionados não só com a exclusão digital, como também com o sucateamento dos cursos. Com isso, evidencia-se a necessidade de reverter essa situação.
Em primeira análise, a exclusão digital mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou publicamente que o acesso à internet deve ser enxergado como um direito humano. Nesse sentido, o Brasil apresenta uma defasagem em proporcionar esse benefício válido e democrático, seja pela falta de acesso as ferramentas, seja pela exclusão financeira. Pois, é um país que apresenta considerável desigualdade entre a população, por consequência essas pessoas são privadas de seus direitos institucionais, o que dificulta ainda mais o acesso ao EAD.
Além do mais, ressalte-se que a negligência dos cursos também configura-se como um entrave no que tange à questão. Segundo o sociólogo Pierre Lévy, o virtual não é o oposto do real, e sim uma continuação dele. Dessa forma, para proporcionar um ensino a distância competitivo com o presencial, há um sucateamento dos serviços oferecidos, com isso, prejudica a qualidade do conhecimento pela internet, logo a perda da credibilidade. Assim, uma EAD de qualidade deve ser compartilhada entre governo, escolas e sociedade.
Portanto, é relevante desenvolver ações, tanto política, quanto social, que possam reverter essa realidade inadmissível. Desse modo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, juntamente com Ministério da Educação (MEC), ampliar subsídios para compra de equipamentos e para planos de banda larga, a fim de democratizar o acesso a internet. Para que tal questão deixa de ser restrição e passa ser universal e igualitário. Ademais, professores e alunos devem exigir do MEC a regulamentação da estrutura do ensino EAD, com o propósito de melhor qualidade do ensino e proporcionar a confiabilidade do mercado de trabalho. Assim, ter-se-á no Brasil uma população com acesso aos bens e serviços essenciais para promover a cidadania.