Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 04/06/2020
De acordo com Marthin Luther King, todo progresso é precário, e a resolução de um problema, coloca–nos diante de outro. Nesse contexto, a educação a distância no Brasil se encaixa no princípio de Marthin seja pela presença de perspectivas da sociedade, seja pelos desafios enfrentados por ela. Diante disso, cabe destacar o fácil acesso e o baixo custo que esse ensino apresenta. No entanto, a falta de aulas práticas impende a sua plena consolidação.
De início, é válido ressaltar que as perspectivas acerca da educação a distância no Brasil são representadas, principalmente, pela facilidade de acesso, como também, o seu baixo custo. Nesse sentindo, de acordo com o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, todos têm direito a educação. Sob tal ótica, nota-se que tal lógica contribuí para o assunte em questão, uma vez que o ensino a distância favorece para os estudos de pessoas que apresentam baixa renda, bem como aqueles que necessitam do trabalho em primeiro plano. Isso ocorre devido aos baixos custos que o EAD possui em relação aos cursos presencias, como também, a possibilidade que os discentes têm de planejar a sua carga horária de acordo com a própria disponibilidade. Com isso, a educação a distância acaba favorecendo um ambiente acessível aos indivíduos brasileiros.
Ademais, é válido salientar que o ensino a distância apresenta desafios que impedem a plena consolidação desse tipo de ensino, como a falta de aulas práticas. Nessa perspectiva, de acordo com a obra “Pedagogia do Oprimido”, o autor Paulo Freire defende que a educação deve ter íntima relação com a realidade do aluno, e não permanecer restrita ao universo teórico. Partindo desse pressuposto, percebe-se que o EAD encaixa em tal lógica, uma vez que esse ensino distancia os alunos da realidade que cada profissão oferece. Isso ocorre devido à falta de aulas práticas entre os discentes e professores, que tem como intuito o aprofundamento de cada assunto. Exemplo disso são os cursos que necessitam de objetos de laboratórios, como a engenharia química.
Destarte, é necessária uma cooperação mútua entre Estado e sociedade. Para que isso ocorra, cabe ao Governo, como principal agente mantenedor dos direitos mínimos, proporcionar melhorias no ensino a distância, por meio da introdução de aulas práticas em vídeo conferência entre professores e alunos, a fim de aproximar o discente da realidade de cada curso. Ademais, compete à sociedade, por intermédio das mídias sociais, já que são as ferramentas digitais de maior alcance na contemporaneidade, discutir a forma acessível que o EAD apresenta, com o intuito de proporcionar o conhecimento desse ensino para a sociedade brasileira. Assim, ao contrário do que afirma Marthin Luther King, será possível solucionar um problema sem a criação de outro.