Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/07/2020

A pandemia de corona vírus, que atingiu o Brasil em março de 2020, obrigou os estudantes o isolamento social e com isso a aplicação de aulas via online se apresentou como solução. Nessa perspectiva o ensino a distancia mostra-se promissor na democratização da educação porem, encontra entraves diante da exclusão digital presente no Brasil.

Primeiramente, é valido ressaltar que a modalidade de ensino a distância permite maior acessibilidade a educação e como consequência atua na redução da desigualdade social. Isso devido à valorização do ensino superior no mercado de trabalho que em EAD se mostra mais flexível em questão de horários, além de mais acessível financeiramente e de ser multimodalidade – conceito cunhado pelo filósofo francês Pierre Levy que consiste na ampliação do conhecimento, unificando diferentes formas de ensino e disciplinas. Desta forma, o ensino remoto possibilita uma formação mais acessível a qual reduzirá os abismos sociais.

Em contra partida o ensino a distância encontra limitações devido a insuficiente distribuição de internet. Tal problemática é ocasionada devido à grande expansão territorial do Brasil, que em adição aos custos elevados para a instalação de torres de rede encarece o custo final para o consumidor, excluindo assim uma parcela da população ao recurso. Tal como evidencia uma pesquisa realizada pelo IBGE, aonde 30% dos cidadãos brasileiros não tem acesso a internet. Assim sendo, o escasso oferecimento de internet impossibilita um acesso democrático a educação a remota.

Portanto, diante das possibilidades positivas do ensino não presencial e suas distorções faz se necessário medidas para que tal modalidade possa ser viável a todos. Para isso, cabe ao Ministério da Cidadania em parceria público-privada a democratização do acesso a internet de qualidade, oferecendo isenção de impostos a empresas interessadas em expandir a rede de conexão online em locais que não possuem, fornecer o acesso gratuito em praças, bibliotecas públicas e estudantes em situação de vulnerabilidade, para que desta maneira, a educação remota se torne concreta e acessível. Com isso, o ciberespaço na educação visto como uma alternativa a tempos difíceis pode se transformar em oportunidade de democratização de ensino.