Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/05/2020
Sabe-se que a Revolução Técnico-Científico-Informacional, iniciada em meados do século XX, mudou o modo de vida humano como um todo, sendo uma dessas mudanças observada no campo educacional, com o surgimento do ensino a distância. Nesse sentido, o EAD é uma ferramenta que tem o propósito de democratizar o ensino, devido sua flexibilidade de horários e custos reduzidos, no entanto, o seu baixo nível de qualificação invalida diretamente os pontos positivos. Logo, tal fato se deve especialmente à negligência estatal e tem como principal consequência a formação de profissionais imperitos.
Em primeiro plano, urge analisar a falta de regulamentação por parte do Estado. Nesse viés, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância, cerca de 7 milhões de brasileiros utilizaram alguma forma de EAD no ano de 2017, ou seja, grande parte da população brasileira é adepta, ou até dependente, de tal modo de ensino. Dessa forma, ainda que haja um grande público, o governo não dá a atenção necessária para tal necessidade social, gerando assim, um mercado onde nem sempre existem normas e as que existem não são necessariamente cumpridas.
Ademais, cabe ressaltar os prejuízos futuros no que diz respeito ao mercado de trabalho brasileiro. Nesse ponto de vista, de acordo com filósofo alemão Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele“ logo, em consequência de uma educação de baixa qualidade, inúmeros indivíduos tornar-se-ão profissionais não habilitados. Desse modo, a sociedade como um todo será prejudicada, já que o número de alunos nesse tipo de formação é significante.
Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias a fim de reduzir os desafios da educação a distância no Brasil. Portanto, é dever do Ministério da Educação, aprimorar tal modalidade de ensino, por meio de um projeto de lei entregue a Câmara, que regulamente rigidamente a carga horária de cada curso, além de instituir um número mínimo de aulas presenciais, coerente com cada formação, com intuito de reduzir os níveis de má preparação atuais. Dessarte, tal inovação deixará de ser prejudicial e cumprirá seu papel como facilitadora.