Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 09/06/2020

No livro “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, cujo corpo social caracteriza-se pela ausência de problemas. Fora do parâmetro ficcional, no entanto, isso não é uma realidade no Brasil, onde a educação a distância (EAD) apresenta vários desafios. Nesse sentido, não há dúvidas de que a exclusão digital e a má qualidade do ensino a distância servem como impulsionadores da problemática.

Precipuamente, é importante destacar a exclusão digital como um empecilho marcante para a EAD. Segundo dados de 2017, da Agência Brasil, cerca de 35% da população brasileira não possui computador em casa. Tal dado corrobora a carência de utensílios tecnológicos básicos para uma interação significativamente positiva com essa modalidade de ensino. Nessa perspectiva, necessita-se de políticas para reverter esse placar.

Outrossim, a péssima qualidade das aulas a distância, que algumas instituições fornecem, impede a consolidação desse modal de ensino. Consoante o Jornal de Brasília, a instabilidade das plataformas educacionais online atua como um entrave para a efetiva aprendizagem dos alunos. Por consequência, essa barreira contribui diretamente com o retardo do nível educacional dos graduados a distância. Dessa forma, urge para que sejam tomadas medidas de resolução a esse problema.

Faz-se necessário, assim, que o Governo crie subsídios tecnológicos, com o fornecimento de computador e internet grátis, para a parcela populacional mais carente que, com isso, possa obter acesso ao meio digital. De modo simultâneo, é fulcral que o Ministério da Educação (MEC) tenha um engajamento maior, por meio de fiscalizações e criações de critérios rígidos, em relação às aulas de EAD’s para que, por consequência, haja uma educação a distância de qualidade. Dessa forma, aproxima-se do mundo perfeito de More.