Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 10/06/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, no século XX, o mundo viu-se diante de uma nova dinâmica social, em que a sociedade experimentou uma mudança tanto na relações interpessoais, quanto na interação com o ambiente ao seu redor. Nesse contexto, o sistema educacional também se tornou dinâmico, no qual a relação entre professor e aluno deixa de ser passiva por meio da tecnologia. Contudo, é fato que o sistema de Educação a Distância (EAD) evidencia sua primitividade por não ter acompanhado a evolução tecnológica, mostrando-se superficial.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, com a popularização da internet, a EAD trouxe o baixo custo e a facilidade de acesso à educação, alcançando, consequentemente, uma grande quantidade de indivíduos. Segundo o sociólogo Edgar Morin, deve-se educar para a complexidade, utilizando-se de diversas áreas do conhecimento de maneira multidisciplinar e de todos os meios possíveis. Assim, a sociedade do século XXI vive em uma era em que o conhecimento é disseminado de forma rápida e prática, integrada ao seu meio.
Por conseguinte, verifica-se que tal sistema sofre com problemas de qualidade, visto que, muitas vezes, os assuntos não são abordados de forma aprofundada. De acordo com o sociólogo Manuel Castells, em sua obra ‘‘Sociedade em rede’’, ocorre, hoje, a descentralização do conhecimento, em que não é necessário ser um professor, no sentido teórico da palavra, para explicar um assunto. Dessa forma, a disseminação do conhecimento por um profissional não qualificado prejudica uma rede de educação integrada.
Portanto, é mister que o Estado tome providências a fim de amenizar esse problema. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de cursos e palestras, disponibilizar para os professores materiais que os qualifiquem para essa nova modalidade de ensino. Ademais, criar redes de ensinos virtuais para que os alunos tenham acesso ao conteúdo dado. Somente assim, a EAD alcançará sua complexidade, como disse Edgar Morin.