Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/06/2020
Steve Jobs, co-fundador da Apple, defende a ideia de que a tecnologia transforma e move o mundo. Diante disso, é notória a grande importância dos meios tecnológicos na atualidade, pois tais meios estão presentes em vários setores da sociedade, dentre eles a educação. Destarte, a internet vai levando uma forma de ensino diferenciado, por meio de técnicas inovadoras, como as aulas online. Assim sendo, a educação a distância possibilita que algumas pessoas tenham chances de obter uma graduação de uma forma mais acessível, entretanto, é crucial observar a qualidade de ensino e muitas vezes o preconceito no mercado de trabalho que os formados por ensino a distância sofre.
Mormente, a educação é um dos fatores principais no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a oitava posição na economia mundial em 2019, segundo o FMI(Fundo Monetário Internacional), seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de educação eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é claramente refletido na má qualidade de ensino. O ensinamento a distância é menor que do ensino presencial. No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2017, realizado com os estudantes concluintes do ensino superior, cursos presenciais obtiveram conceito máximo; no ensino a distância, apenas 2,4%.
Faz-se mister, ainda, salientar o preconceito no mercado de emprego como impulsionador do problema. De acordo com Manuel Castells, sociólogo espanhol, um país educado com internet progride. Um país sem educação utiliza a internet para fazer “estupidez”. Isso a internet não pode resolver, isso só pode ser resolvido pelo sistema educacional. Os profissionais formados no ensino a distância ainda não são bem aceitos no mercado de trabalho. Um exemplo são os conselhos profissionais de Medicina, Arquitetura e Urbanismo, Odontologia e Veterinária que publicaram, em 2019, resoluções que proíbem a inscrição e o registro de alunos de cursos da modalidade EaD.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação capacite as escolas e professores para um sistema adequado de aulas onlines, fazendo parcerias com renomadas faculdades no ramo, como a Mackenzie e Anhembi Morumbi, e, fornecendo materiais básicos para as instituições de ensino, promovendo uma melhora no conhecimento dos estudantes. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho promover campanhas para a inclusão das pessoas formadas por EaD, garantindo trabalho democrático e baixas no total de desempregados no Brasil. Dessa forma, o Brasil poderia superar problemas de baixa qualidade no ensino e ainda assim, diminuir a taxa de desemprego. A partir dessas ações, espera-se se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.