Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/06/2020
Desde a Grécia antiga, a compreensão de cultura e do lugar ocupado pelo indivíduo na sociedade reflete-se na educação e nas próprias teorias. Nesse contexto, hoje o Brasil vivencia uma revolução nos métodos educacionais, pois os desenvolvimentos de métodos tecnológicos proporcionam o ensino a distância e a formação técnica ou superior de vários profissionais. Logo, evidencia-se que as falhas apresentadas nesse novo sistema do ensino colabora para o grande número de profissionais desqualificados no mercado de trabalho.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que as primeiras escolas superiores foram fundadas no Brasil em 1808, coma chegada da Família Real Portuguesa. Entretanto, apenas a elite possuía acesso. Nesse sentido, o Brasil contemporâneo apresenta elevados índices de trabalhadores sem qualificação profissional, devido aos limitados números de vagas disponibilizadas pelas instituições públicas elevadas mensalidades das privadas. Dessa forma, proporcionando o desenvolvimento dos novos métodos educacionais falhos e insuficientes para a adequada formação profissionalizante do indivíduo.
Em segundo plano, o ensino a distância no Brasil tem aumentado cada vez mais, tendo um total de 7 milhões de brasileiros inscritos nas instituições virtuais em 2017. Sendo assim, o crescimento do ensino virtual se deu por grande parte da população já inserida no mercado de trabalho, pois, em muitos casos, os trabalhadores conseguem conciliar o trabalho e os estudos a distância. Além disso, esse novo método ensino oferece vantagens em relação ao custo, no qual apresenta mensalidades mais baratas que as escolas superiores privadas presenciais, assim, se adequando as condições econômicas de muitos brasileiros.
Infere-se, portanto, que os elevados índices de desqualificação no mercado de trabalho brasileiro se encontram entrelaçando com as delimitadas vagas nas escolas superiores públicas. Desse modo, é imperiosa uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de investimentos ampliar o números de vagas nas escolas superioras técnicas. Visando assim, a qualificação dos indivíduos no mercado de trabalho.