Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 07/06/2020

Atualmente, diante vários acontecimentos mundiais, escolas decidiram abrir as portas para o EaD, que se tornou muito conhecido entre os alunos. EaD é a sigla para Ensino a Distância. É uma forma de ensino/aprendizagem, mediados por tecnologias que permitem que o professor e o aluno estejam em ambientes físicos diferentes. O EaD é uma modalidade de ensino que tem se tornado cada vez mais comum.

Devido à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) a maioria dos estabelecimentos foram fechados, incluindo escolas. A solução encontrada pelos governos para as aulas continuarem, foi de determinar o EaD, no entanto, o Brasil tem uma população vulnerável, que não tem condições de comprar um computador, telefone ou sequer de adquirir um plano de acesso à Internet, e isso coloca em risco o direito constitucional ao ensino das crianças e jovens do país.

A linha de pobreza têm os parâmetros usados como base o valor de US$ 5,5 (R$ 22,00) por dia, adotado pelo Banco Mundial para identificar pobreza em países em desenvolvimento. Segundo os dados do IBGE, o Brasil tem 25% da população nessa condição, o que equivale a 52 milhões de pessoas. Outros 6%, o equivalente a 13 milhões de pessoas, estão na linha de extrema pobreza — aqueles que têm renda de até US$ 1,9 (R$ 7,70) por dia, de acordo com o Banco Mundial.

Um outro ponto, é que segundo um estudo feito pela organização da sociedade civil Todos Pela Educação, os professores formados em EAD têm desempenho pior do que aqueles formados em cursos presenciais. Ao todo, 75% dos docentes que estudaram a distância tiveram pontuação menor do que 50 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), número dez pontos percentuais maiores do que os colegas formados nas salas de aula. A probabilidade de um estudante de licenciatura EAD estar entre os 25% dos alunos com notas menores no Enade 2017 foi de 30,2%. Já quando se trata de um aluno do curso presencial, essa probabilidade foi para 21,6%.

Convém, portanto, que, para uma possível solução para tal situação, seria a suspensão do ano letivo  em algumas escolas, onde a grande maioria dos alunos não tem condições de acompanhar as aulas. O Ministério da Educação poderia investir na tecnologia e na capacitação dos professores, disponibilizando cursos mais especializados para conseguirem dar aulas online com mais facilidade em explicar as matérias, o que facilitaria a compreensão dos alunos. Os pais, por sua vez também deveriam verificar o comprometimento do filho em relação aos estudos.