Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 03/06/2020

Define-se educação a distância (EAD) como uma modalidade de ensino onde o aluno não se encontra, fisicamente, em uma sala de aula tradicional. Durante o século XX, o modelo EAD era realizado por meio meio de cartas, rádios e televisão e, atualmente, é realizado, majoritariamente, pela Internet. Dessa forma, nota-se que as perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil são: a superficialidade do ensino e a desigualdade no seu acesso.

Em primerio lugar, fazendo analogia ao sociólogo Edgar Morin, a educação deve utilizar diversos meios para ser realizada. Ademais, cursos 100% EAD carecem de ferramentas para a realização de experimentos por parte dos alunos. Enquanto cursos presenciais possuem polos desenvolvidos para dar suporte, a educação a distância não oferta ferramentas como laboratórios e outros materiais. Assim, essa modalidade acaba por ofertar um ensino superficial.

Por outro lado, o acesso ao EAD é desigual por todo o Brasil. Outrossim, a adesão desse tipo de ensino requer um aparato tecnológico de responsabilidade do aluno. De acordo com dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), 33% dos domicílios brasileiros não têm acesso a Internet. Portanto, nota-se que, apesar do melhor custo-benefício, o EAD ainda possui dificuldades para ofertar acesso a todos no Brasil.

Em suma, assim como dito pelo sociólogo Edgar Morin, é mister que o Estado aplique políticas públicas que preservem a qualidade do ensino. Por meio da fixação de uma carga horária mínima presencial, é necessário que o governo federal exija que a modalidade EAD oferte um aparato tecnológico em polos presenciais para os seus alunos. Desse modo, as pessoas que cursarem tal modelo não serão afetadas pela superficialidade do ensino e e haverá maior oferta de conhecimento.