Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/06/2020
A Educação a Distância (EaD) tem ganhado espaço no cenário educacional do Brasil, apresentando-se como modalidade minimizadora de questões como deslocamento e ativismo, obrigando à presença do educando em um ambiente físico de aprendizagem com carga horária e frequência estabelecida, sendo fator determinante para aprovação. A flexibilidade é uma vantagem, mas pode transformar-se em desvantagem pelo exercício de autonomia por parte do educando, requerendo disciplina para abordagem, exploração e socialização dos questionamentos e conhecimentos adquiridos. Em 1996, instaurada pela Lei nº 9.394/96, a educação a distância se tornou oficial pela primeira vez no Brasil. Em 2019, dos oito milhões de alunos matriculados em faculdades, 21,2% já fazem o curso via EAD.
Há um grande empecilho ao desenvolvimento da EaD no país, a desconfiança do público. Isso se justifica pelo fato de muitos dos cursos não terem qualidade. Alguns sites e instituições podem fazer esses cursos apenas com a finalidade de conseguir lucro, a conhecida “indústria de diplomas”. Assim, a escolha para um curso ideal a distância fica um pouco mais difícil.
O que impede esse problema de ser resolvido é que, muitas pessoas não pesquisam antes de se matricularem em cursos online e, com isso, acabam não tendo aulas excelentes como gostariam e se contentam com essas aulas, pois já gastaram seu dinheiro.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe as pessoas pesquisarem melhor quem oferece esses cursos e verificar se são reconhecidos pelo Ministério da Educação. Desse modo, ficará mais fácil de evitar os cursos “fábrica de diplomas” de EaD e escolher as melhores instituições de ensino. Como dizia o filósofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”.