Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/06/2020
Seja por acessibilidade ou redução dos problemas financeiros, é notável que, como disse Steve Jobs, a tecnologia move o mundo e o quanto essa mesma impacta a educação. Consoante, os investimentos brasilerios na área tecnológica continuam crescendo, uma vez que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o investimento do país é de aproximadamente 60 bilhões de reais anualmente. Contudo, segundo Pierre Lévy, toda nova tecnologia tende a gerar seus excluídos. Dessa forma, é evidente que apesar de sua atuação constitutiva como catalisadora da informação, o acesso à Educação a Distância no Brasil (EAD) tem como um de seus principais desafios a inclusão tecnológica, visto que muitos não tem acesso as ferramentas ou informações necessárias para o uso, desrespeitando o artigo constitucional brasileiro número 5 que afirma a isonomia dos cidadãos.
Primeiramente, é perceptível a perspectiva de acessibilidade e organização do ensino EAD. Tal Acessibilidade diminui a dificuldade de locomoção brasileira, tendo em vista que reduz os preços pagos em passagens e, também, os atrasos causados pelo trânsito, assim como permite a organização e estimula o aprendizado individual dos alunos. Outrossim, o ensino a distância permite o acesso as aulas no estado de pandemia e emergencial vivenciado devido ao Sars-CoV-2 (Coronavírus), que, de acordo com dados do G1, já conta com mais de 600 mil infectos no Brasil, contribuindo à manutenção da educação no isolamento social.
Paralelamente, é notório o grande número de pessoas excluídas do EAD, seja por desinformação - gerando medo e insegurança em seu uso - ou por falta das ferramentas tecnológicas necessárias à sua integração, sendo evidente que, apesar da constante adequação de serviços para métodos virtuais - como o ENEM digital que terá início em 2020, muitos brasileiros não tem acesso as ferramentas exigidas - Smartphones, computadores, tablets e internet, tornando o EAD reservado ao acesso de cidadãos economicamente superiores e informados, gerando a desigualdade desses métodos.
Portanto, é visível a tecnologia como acelerador da educação e na movimentação brasileira, mas, também, sua falta de inclusão contribuindo para geração de uma parcela excluída. Destarte, é necessário que o Ministério da Educação - orgão responsável pela gestão educacional e cultural brasileira, em parceria com a ABES desenvolva métodos de expansão da informação tecnológica e acesso popular, por meio de pesquisas para facilitação da linguagem e adoção de políticas públicas de incentivo ao uso tecnológico para que haja melhoria no sistema de EAD e da educação com uso digital como um todo, a fim de que a tecnologia continue movendo o mundo, como dito por Steve Jobs, porém reduzindo a geração de excluídos citada por Pierre Lévy.