Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 07/06/2020
Minimização de custos. Economia de tempo. Maximização dos estudos. Diversos são os benefícios oferecidos pelo ensino a distância (EAD) contemporaneamente. Ao longo do processo de formação do Brasil, construiu-se um modelo educacional exclusivo, de forma que apenas famílias de classes altas, tinham acesso à educação. Visto esse panorama de desconstrução educacional, fruto de uma herança histórica elitista e da ineficácia do Estado em reverter esse quadro, mostra-se um desafio a ser superado com urgência.
Em primeira instância, sob a ótica histórica, esse passado educacional elitista alimenta um cenário de desigualdade nas relações de ensino, visto que as famílias com melhores condições financeiras, apresentam ensino de qualidade enquanto que, as camadas populares, têm ensino precário, quando o têm. É fato que, boa parte da população não tem alcance a tecnologia, tendo em vista, que moram em locais onde a era digital não persiste, o que, por sua vez, torna o EAD uma ferramenta inviável para a formação dos cidadãos. Tal circunstância comprova-se em dados divulgados pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet), em que existem cerca de 27 milhões de residências desconectadas da rede virtual.
Em segundo plano, a ineficácia estatal nesse panorama motiva o declínio moral da sociedade, visto que a educação tem função, além da ascensão intelectual, mas também ascensão moral. Toda essa conjuntura afirma a ideia de “Virtualização”, de Pierre Lévy, que busca compreender como tudo na atualidade passa do mundo real para o virtual, como ações, textos, e sobretudo, a educação. Outrossim, o artigo 205° da Constituição Federal garante que a educação é um direito de todos e um dever do Estado, no entanto, poucas pessoas sabem desse direito que lhes é assegurado pela Constituição Cidadã.
Portanto, é perceptível que o passado educacional elitista que ainda reverbera no país e o descaso Estatal em reverter essa situação são desafios para a educação nacional. Assim, a fim de garantir acentuada melhora nesse panorama, cabe ao Governo Federal, via Ministério da educação, por meio do redirecionamento de verbas, investir na criação de mais turmas EAD tanto no ensino público como no ensino privado, em parceria com universidades particulares. Dessa maneira, todos os cidadãos serão beneficiados e a reflexão de Pierre Lévy será uma feliz realidade ainda mais presente no Brasil.