Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 07/06/2020

O ensino a distância (EAD), como o próprio nome sugere, é uma forma de aprendizagem que permite professores e alunos se comunicarem mesmo que eles não estejam fisicamente presentes no mesmo ambiente. As diversidades de ensino surgiram a partir da década de 40, por meio de rádios e programas educativos, e seguem até a contemporaneidade com o avanço da tecnologia. No entanto, ainda que o EAD seja uma ferramenta que auxilia abranger os métodos de educação, é necessário aperfeiçoar esse sistema que ainda apresenta falhas, para que ele se torne cada vez mais eficaz.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar os pontos positivos do ensino a distância. Para aqueles que buscam praticidade, esse artifício é uma boa opção, já que ele oferece uma flexibilidade de tempo e locomoção. De acordo com o último senso divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), cerca de 7 milhões de brasileiros estavam matriculados em algum curso EAD em 2017. Todavia, especialistas questionam essa qualidade de ensino, dentre eles, César Callegari, pres. Inst. Bras. Sociologia Aplicada, que destaca que as novas tecnologias não podem se transformar em fábricas de diplomas.

Em segundo lugar, é pertinente mostrar os obstáculos dessa modalidade. Embora o EAD tenha mostrado os seus avanços, ele ainda exige muitas vezes competências e recursos tecnológicos específicos para conseguir estabelecer metodologias eficientes. Além do mais, uma carência evidente é na prática de aprendizagem, que em alguns casos, só ocorre uma vez por mês. Preconceito em relação à qualidade dos cursos e desconfiança no mercado de trabalho, são outras dificuldades que enfrentam aqueles que cursam no ensino a distância.

Diante do cenário exposto, é claro que o EAD apresenta algumas falhas e que não atende a todos com a mesma qualificação. Para reverter essa situação, cabe ao Ministério da Educação oferecer suporte e incentivo para escolas e faculdades que pretendem aderir essa prática, através de divulgações midiáticas e disponibilização de verbas, a fim de alcançar o melhor ensino. Ademais, também cabe ao Governo brasileiro fiscalizar a qualificação do ensino a distância, por meio de pesquisas e dados estatísticos. Dessa maneira, os erros presentes no sistema podem minimizar, e ele, consequentemente, pode se tornar mais eficaz.