Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Inegavelmente, o ensino a distância ou EAD ganhou muita popularidade no momento de pandemia em 2020 no Brasil. Ele gera a perspectiva de um ensino dinâmico que ajuda pessoas que não possuem condições de se locomover até seus institutos de ensino, como faculdades ou escolas. Entretanto, este método apresenta alguns desafios que geram a má formação educacional do indivíduo utente. Esse infortúnio deve-se à falta de acesso à tecnologia de alguns brasileiros, bem como ao preconceito que ainda persiste com esse modelo de ensino, principalmente no mercado de trabalho. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, cabe ressaltar que a falta de acesso de alguns brasileiros à tecnologia causa desafios ao EAD e tal fato é um dos principais motivos para a má formação educacional destes alunos. Prova disso é a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, que mostra que uma a cada quatro pessoas no Brasil não tinham acesso à internet, o que corresponde a 46 milhões de brasileiros. Por consequência, alguns alunos que participam desta parcela da população ficam sem participar das aulas online, o que pode ocasionar analfabetismo e na reprovação de alguns alunos. À vista disso, os números se tornam preocupantes e levam à tona os desafios do EAD.
Faz-se mister, ainda, salientar o preconceito que ainda persiste com esse método de ensino, principalmente no mercado de trabalho. Consoante a escritora e poeta americana Marguerite Ann Johnson, mais conhecida como Maya Angelou, o preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível. Analogamente, à medida que a população possui o preconceito de que EAD não qualifica profissionais, o mito de que a educação a distância não tem o mesmo valor do que a educação presencial é fortalecido, e mais pessoas são privadas de trabalhar. Logo, conclui-se que esse preconceito é totalmente prejudicial e deve ser encerrado.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Desse modo, o Governo deve garantir acesso à tecnologia aos alunos que não a possuem, através de empréstimos de recursos tecnológicos necessários durante o momento de pandemia em 2020, para que eles possam estudar e futuramente se graduarem. Além disso, o Governo deve encerrar o preconceito que a população possui sobre o EAD e o esclarecer, mediante veículos de comunicação, para que este seja reconhecido como outra forma de capacitar profissionais. Dessa forma, o Brasil poderá superar os desafios do ensino a distância.