Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Seja pela desburocratização do ensino, ou pela facilidade do acesso ao mesmo, o Ensino a Distância (EAD) tem se popularizado no Brasil. De acordo com o Globo News, apenas em 2017 houveram cerca de 2 milhões de matrículas em faculdades do segmento. Todavia, tal modelo de ensino tende a não ser aplicável a todos os alunos, o que o caracteriza como não democratizado. Tal fator ocorre devido as dificuldades residenciais enfrentadas por parte dos alunos, além do difícil acesso a tecnologia.
Em primeiro lugar, a grande densidade demográfica presente nas regiões periféricas brasileiras proporciona um ambiente de difícil aprendizagem aos estudantes, devido ao grande número de habitantes por residência. Como por exemplo, a favela da rocinha que, de acordo com o IBGE, possui cerca de 48 mil habitantes por quilômetro quadrado, número que está presente no ranking mundial.
Paralelamente, a péssima qualidade ou até inexistência de artigos tecnológicos necessários para o ensino à distância como internet de qualidade é uma realidade no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, cerca de 1/3 das residências brasileiras não possuem internet, recurso essencial à tal modalidade de estudo.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O estado deve investir em infraestrutura e tecnologia nas favelas, por meio do estabelecimento de relações contratuais com empresas privadas, dedicando seus recursos à tais áreas. Dessa forma, será possível garantir aos moradores da zonas periféricas serviços de qualidade, assegurados pelos princípios liberais econômicos definidos por Adam Smith. Só então, o Ensino a Distância será viável e democratizado.