Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 11/06/2020
O acesso à educação abrangente e especializada é fundamental para o desenvolvimento pessoal do indivíduo e de toda a comunidade na qual ele pertence. Ademais, como nos afirma Sêneca, a educação exige os maiores cuidados porque influi sobre toda a vida, visto que o aprendizado pode ser responsável por uma transformação na sociedade. Não obstante, o baixo nível de escolaridade ainda é fator determinante na vida das classes menos favorecidas, manifestando-se por meio de dificuldades desde o acesso às instituições de ensino às condições econômicas para manter o desempenho.
No hiato correspondente à Segunda Guerra Mundial, a judia Anne Frank relata em seu Diário - posteriormente publicado - as atrocidades do Holocausto. Dentre essas narrativas, é evidenciada a influência do ambiente escolar na vida de uma criança, fazendo do confinamento um fator adverso à educação. Logo, nota-se a inquestionável relevância do convívio entre alunos e professores, uma vez que, consoante à filosofia política, os seres racionais são seres políticos.
O difícil acesso às escolas é fator inegável no cenário socioeconômico brasileiro. Assim sendo, torna-se possível compreender a ineficiência dos regimes educativos remotos na rede pública de ensino, haja vista que mais da metade da população não possui renda suficiente para obtenção de aparelhos eletrônicos necessários para o ensino a distância. Portanto, infere-se que fatores econômicos são tão influenciadores quanto sociais no que tange o acesso ao aprendizado de maneira igualitária.
Em suma, faz-se extremamente necessário que medidas sejam tomadas com o fito e anular os enclaves da educação à distância. Desse modo, torna-se imprescindível a atuação de órgãos como a UNESCO e a UNICEF com o intuito de garantir a aprendizagem, por meio de projetos públicos os quais permitam o acesso à internet e a computadores. Outra forma de atuação pode ser manifestada pelos Ministérios da Educação e da Economia, com o objetivo de auxiliar financeiramente as famílias visando a obtenção particular desses produtos. Destarte, o Brasil poderá ser considerado um Estado incentivador da educação, mesmo em caso de paralisação do ensino tradicional.