Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 16/06/2020

Segundo o Censo realizado pelo Inep, o índice de crescimento da educação a distância (EAD) no Brasil, aumenta cerca de dezessete por cento ao ano. Esse tipo de ensino, possui vários fatores positivos, como o valor mais acessível da mensalidade, a flexibilidade do tempo e principalmente o fato de dispensar grandes gastos com transporte. Porém, o sistema EAD precisa ser melhorado, sobretudo o dos cursos da área da saúde.

Primeiramente, desde séculos passados as pessoas que tinham dificuldade para chegar até o local de ensino costumavam estudar por cartas e programas de rádio. Assim, fica evidente como a modalidade de educação a distância já existia e ajudava os estudantes de outros tempos que não conseguiam ter acesso às aulas presenciais, fosse por falta de dinheiro ou por morarem distantes dos centros urbanos. Da mesma forma, o EAD continua sendo extremamente útil para a sociedade atual, visto que muitos brasileiros possuem baixa renda e moram distantes das faculdades.

No entanto, o MEC (Ministério da Educação) não permite que o curso de medicina seja ministrado em EAD, embora existam outros cursos da área da saúde que são permitidos. Isto acontece porque a capacitação dos profissionais fica ameaçada, em razão de haverem poucas aulas presenciais na grade curricular desse tipo de educação, afinal, prática é algo extremamente necessário nesse âmbito profissional. Dessa forma, fica explícito o fato de que é necessário fazer melhorias nessa modalidade de ensino, para que os estudantes se tornem verdadeiramente capacitados para exercer suas profissões.

Diante do exposto, é necessário que o MEC aumente a carga horária de aulas presenciais nos cursos em EAD, principalmente os da área da saúde, por meio da alteração das normas que regulamentam essa modalidade de ensino, para que sejam formados profissionais realmente capacitados. Só então o sistema de saúde brasileiro melhorará, e consequentemente a qualidade de vida da população também.