Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/06/2020

A pós-modernidade é caracterizada pela Terceiro Revolução Industrial, a qual proporcionou o advento das tecnologias no meio social, transformando o estilo de vida das pessoas. A partir disso, é possível verificar que a modalidade de Ensino a Distância (EAD) tem uma adesão cada vez maior, tanto pelas Universidades, quanto pelos alunos,  o que apresenta perspectivas e desafios sobre essa problemática. Dessa forma, observa-se que a flexibilidade do local de acesso a essa modalidade e o custo-benefício são perspectivas positivas que podem se transformar em empecilhos.

A primeira perspectiva que pode ser citada sobre o EAD é a transigência de acessar as aulas e os conteúdos em qualquer lugar, desde que, este possua internet e um meio tecnológico, como um computador ou um smartphone. No entanto, essa modalidade de ensino, por depender da internet torna o seu acesso não democrático àqueles possuem certa vulnerabilidade econômica, a exemplo das populações ribeirinhas do Amazonas. Dessa maneira, apesar do EAD possuir a flexibilidade de acesso e de horário, acaba sendo excludente, porque segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de quarenta por cento dos brasileiros não possuem acesso à internet, o que descredibiliza o ensino a distância.

A segunda perspectiva que é observada se relaciona com o favorável custo-benefício do EAD, pois segundo o IBGE cerca de vinte por cento de todos os matriculados em cursos superiores acabam optando por essa alternativa de ensino, devido seu baixo custo. Contudo, o Instituo Brasileiro de Sociologia Aplicada declara que essa perspectiva pode ser um desafio quando não se vê a aplicação de investimentos em professores e materiais nessa modalidade, temendo a formação tecnicista desses indivíduos que participam do EAD. Portanto, declara-se que o baixo custo desse ensino é uma opção viável, todavia, pode ser uma opção falida quando parte do capital não é investido.

Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com a ajuda da iniciativa privada, forneça, para os indivíduos menos favorecidos economicamente, em especial, aqueles fichados no Cadastro Único, computadores e planos de internet, com a finalidade de tornar o acesso ao EAD democrático. Além disso, também é importante que o Ministério da Educação ofereça subsídio, o qual será utilizado como investimento nas plataformas, Universidades e escolas que utilizam essa modalidade de ensino, posto que o baixo-custo desse programa não favorece a aplicação de investimentos. Essa intervenção tem a finalidade de diminuir os riscos de formar indivíduos tecnicistas em suas profissões, focando também na qualidade desse ensino que é crescente e apresenta diversas perspectivas no Brasil.