Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 29/11/2020

Influenciada pelos sofistas Platão e Sócrates, a educação foi amplamente democratizada no século V a.C, na antiga Grécia, porém, somente para os cidadãos gregos, o que automaticamente excluía os escravos e estrangeiros. De maneira semelhante, na sociedade atual, percebe-se que o acesso ao ensino superior é estruturado por um modelo excludente imposto pelos grupos dominantes, brancos e afortunados, ao qual dificulta a inserção de minorias. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro de perspectivas que é visto na sociedade pelas possibilidades que a educação a distância(EaD) proporciona, e que, em contrapartida, pela geolocalização e superficialidade impossibilita a presença física do indivíduo e diminui a qualidade do ensino em redes de ensino online.

A educação é transformadora e para que a transformação ocorra é necessário que todos os seres possam participar dessa experiência que liberta. Segundo o pensador Manuel Castells, em seu livro “A sociedade em rede”, vivemos em uma sociedade cuja relações se dão na internet, logo, no campo educacional, permite que o ser humano tenha mais possibilidades em sua formação, pois com a rede surge a descentralização do conhecimento, a qual concede a transmissão do saber para além do espaço físico padrão das universidades e colégios, e viabiliza que os cidadãos que não possuíam acesso a esse nível de formação didática possam adquirir sem as barreiras impostas pelos métodos padrões.

Por outro lado, a pessoa a que seus direitos são negados não consegue gozar de sua cidadania de forma plena. Nesse sentido, segundo dados do portal de notícias G1, 30% dos cursos que fazem parte do EaD tiveram em sua avaliação no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes(ENADE) uma pontuação inferior àqueles ofertados por instituições presenciais convencionais, ou seja, mesmo que essa forma de ensino transforme a realidade de muitos cidadãos é preciso que ela seja de excelência incontestável, de maneira que, se comparadas às ofertadas pelas instituições presenciais não haja quaisquer distinção na qualidade de aprendizado de seus discentes.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar a educação, seja em instituições que ofertam EaD, ou em espaços físicos, e para que o modelo educacional seja sublime no país. Dessa forma, o Ministério da Educação(MEC) deve ampliar o acesso a educação, por meio de bolsas de estudo e aumento nas oferta de cursos EaD, para que o acesso a esse meio de ensino seja universalizado. Visando a melhoria da qualidade de ensino, o MEC deve incentivar a presença de um orientador em todos os momentos formativos dos alunos de redes EaD, para que possuam garantia de maior qualidade em sua formação e para que o poder transformador da educação seja exercido.