Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/06/2020
A obra “Introdução à Educação a Distância”, publicada em 2014 pela Universidade Federal de Santa Catarina, apresenta estratégias utilizadas para que o ensino não sofra prejuízos, tendo em vista proporcionar uma qualificada formação aos alunos. O modelo de ensino à distância no Brasil (EaD) tem crescido gradativamente, e apresentou um aumento de 8,5% em 2008 no que se refere aos alunos inseridos na respectiva modalidade, segundo o Ministério da Educação. No entanto, o aperfeiçoamento se faz necessário ao analisar sua metodologia.
Os principais benefícios relatados por estudantes que optam pelo EaD é o tempo economizado com a ausência da necessidade de deslocar-se, bem como a possibilidade de sua administração, tornando-o maleável, e o custo, uma vez que não há gasto com transporte, estrutura institucional e etc. O Brasil tem hoje aproximadamente 210 milhões de habitantes, dentre estes, mais de 25% da população vivem na linha de pobreza, afirma o IBGE, sem contar com os que vivem abaixo dela.
Em razão da precariedade financeira prefere-se um modelo de ensino exigente da conexão constante à internet, isso significa que pelo menos 37% dos brasileiros, como aponta uma pesquisa realizada pelo Centro Regional, não terão acesso nem mesmo ao direito de optar por ele. Isto fere principalmente aqueles que concluem o ensino médio e apresentam um orçamento limitado, já que o Governo ampara de forma legal a asseguração de ensino público para crianças de 4 aos 17 anos. Além disso, muitos residem longe das escolas, implicando em horas de deslocamento e consequentemente no desempenho do respectivo aluno, e o cenário pode ainda ser intensificado pela crescente taxa de desemprego do país.
Diante da imprescindibilidade da conexão paga para que a inserção de alunos de baixa renda nesta categoria seja possível, evidencia-se que medidas são necessárias. O Ministério da Educação e o Ministério da Cidadania, juntamente às empresas que fornecem planos de internet, poderiam, por meio de um projeto de lei propor a agregação (no caso da posse do Bolsa Família) ou disponibilização de um valor destinado ao pagamento das mensalidades como investimento à educação, viabilizada ao cidadão que tiver o interesse de ingressar em uma instituição de educação adequada ao modelo de ensino à distância e comprovar sua necessidade, possuindo uma renda igual ou inferior a dois salários mínimos, de forma fiscalizada, com o encaminhamento do comprovante de matrícula ao órgão responsabilizado, evitando o surgimento de outros problemas. Isso para que torne-se possível o acesso à educação a distância, que é mais barata, às pessoas de baixa renda, promovendo a educação democratizada.