Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/06/2020
No século xx, surgiu no Brasil a primeira forma de educação a distância (EAD), implementada por meio do rádio - veículo de comunicação que possibilitou o acesso das famílias brasileiras à inúmeras informações - em virtude do carecimento de mão de obra nas áreas industriais. Na contemporaneidade tal modalidade ganha cada vez mais visibilidade, contudo as existentes desvantagens são consideráveis.
Primeiramente, o acesso à internet - meio mais usual para a prática atualmente - não compreende uma parte significativa da população. De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um a cada quatro brasileiros não possuem o devido alcance aos benefícios oferecidos pela internet. De fato, as perspectivas ascendem ainda mais as diferenças sociais existentes no território brasileiro e demonstram o quão preocupante é a efetivação do EAD para as classes inferiores.
Ademais, assim como no século passado que essa opção foi marcada pela rapidez da conclusão de curso e facilidade de aprovação, comparada aos ensinos presenciais, essa visão também está presente no momento atual. Pelo motivo de os educandos não acompanharem de perto o processo de aprendizado de seus respectivos alunos.
Por certo, as desvantagens não atingem a todos, efetivamente, as classes médias estão cada vez mais inclusas nessa modalidade, posto que o valor da mensalidade do EAD é reduzido, todavia os mais carentes se sentem cada vez mais excluídos, em razão de que para esses as oportunidades são praticamente nulas.
Em vista disso, para que estudantes de classes baixas sejam integrados ao modelo de ensino, é necessário que o Ministério da Educação, em parceira com instituições de ensino, iniciem a construção de espaços públicos adequados aos estudos, com aparelhos eletrônicos e acesso a rede de internet em locais estratégicos para o atendimento ao público alvo - indivíduos de classes baixas interessados em realizar cursos a distância.