Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/06/2020

O Brasil possui uma vasta extensão territorial. Consequentemente, o acesso à educação é restrito à elite e às populações próximas de centros urbanos, que dispõem de boas instituições.

A educação a distância (EAD) facilita a formação profissional dos que moram em locais afastados. Entretanto, além do fato de que a tecnologia não é disponibilizada para populações pobres, os profissionais formados por EAD não serão suficientemente qualificados.

Equipamentos tecnológicos, simultaneamente, são essenciais para a modalidade de ensino e estão fora do alcance de muitos em função dos preços elevados. Com a falta de acesso, a educação se torna um privilégio de uma minoria - o que resulta na formação de poucos profissionais, intensificando o desemprego e as desigualdades.

Em sua zona de conforto, estudantes ficam à mercê de distrações e de falta de disciplina. Por outro lado, podem terminar seus cursos em tempo reduzido e insuficiente para a aprendizagem propícia. Mesmo que recebam certificado, é dubitável que saibam como pôr em prática seus conhecimentos.

Em suma, o EAD inclui apenas aqueles que dispõem de recursos financeiros - além de não garantir experiência para que os usuários ingressem no mercado de trabalho devidamente. Cabe ao governo disponibilizar o acesso a informação e tecnologia para todos, com instalação de mais bibliotecas públicas com livros estudantis e instrumentos para pesquisa.