Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 25/06/2020

Observando o cenário no qual a educação no Brasil já passou, é possível dizer que as aulas EaD são uma conquista para o país. Até 1867 as mulheres de qualquer etnia ou classe social não poderiam estudar, a partir daí foram abertas vagas para estas ingressarem em escolas particulares e somente em 1880 elas puderam ingressar em institutos públicos. É indubitável que tal fato leva em consideração a desigualdade social, uma vez que a minoria da população feminina possuía condições financeiras para aderir ao estudo. Ainda hoje esses dados mostram uma desigualdade, uma pesquisa publicada pelo jornal O Globo mostra que 16,9% das mulheres com 25 anos ou mais tem esse nível de escolaridade, contra 13,5% entre os homens.

Com o ensino a distância é iminente que a escolarização entre uma parcela da população pode aumentar, posto que uma a cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso a internet segundo o IBGE. Logo deve enfrentar o primeiro problema eminente do ensino a distância, a acessibilidade precária da população. Somado a isto, observa-se que a maneira com que tal ensino é aplicado requer do estudante uma maior concentração e dedicação para a realização de atividades propostas, características que poucos possuem.

A relação entre professores e alunos e o convívio social destes são quase nulos, assim é presumível uma alta taxa de exclusão social e o aumento de casos da depressão, visto que as escolas e universidades são uns dos principais meios de contato com pessoas diversas. Com a crise provocada pela pandemia do novo corona vírus as matrículas de cursos EaD estão em constante crescimento por serem práticos, porém em 2018, de acordo com MEC, 45,7% dos cursos a distância posicionou-se nos conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios pelo Ministério da Educação.

Em vista dos argumentos apresentados é possível perceber que o ensino a distância deve ser aprimorado e dinamizado, assim despertando o interesse de jovens e alavancando a inclusão social. Além do mais é preciso fazer com que a população adquiria mais comprometimento com o desenvolvimento de uma nação, como já dizia o líder sul-africano Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Logo se destaca a ação da população mudar os conceitos e aderirem ao estudo, portanto a criação de programas de estudos online, financiados por prefeituras ou pelo governo estadual para aqueles que não tem acesso as redes será de extrema importância. Tais encontros de estudo poderiam ocorrer em bibliotecas municipais ou em dependências públicas apropriadas para esse quesito, assim seria possível incluir a população de baixa renda em instituições parceiras, alavancando os estudo e também o país.