Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 26/06/2020

Para impedir o avanço do COVID-19 sobre o território, o governo brasileiro adotou o isolamento social. Com isso, além de estabelecimentos considerados não essenciais, universidades e escolas foram paralisadas. E, a fim de que os estudantes não percam o ano letivo de 2020, foi proposto dar continuidade aos estudos por meio do EaD (ensino a distância), que permite a interação entre professores e alunos fora do ambiente escolar, em um ambiente virtual. Contudo, essa metodologia possui desafios, uma vez que a educação a distância está fortemente relacionada ao advento da tecnologia e da internet e uma grande parcela da população brasileira não dispõe desse recurso.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada em 2018 e divulgada pelo IBGE, uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet, representando cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede. Logo, os indivíduos que não possuem acesso à internet ficam privados de acessar as plataformas de estudo disponibilizas, tornando-se um dos maiores desafios do ensino a distância.

Além disso, esse método de estudo exige um preparo dos alunos e dos professores para que se obtenha resultados positivos. Entretanto, em meio a esse cenário de pandemia no país, muitos estudantes tiveram sua rotina escolar alterada e sua primeira experiência com o EaD sem nenhum preparo, visto que tudo aconteceu repentinamente. Sendo assim, a maioria dos educandos encontram dificuldades em adaptar-se a metodologia, como por exemplo, administrar o horário destinado aos estudos e a dificuldade de acompanhar o conteúdo, o que pode acarretar na evasão escolar.

Nesse contexto, cabe ao Governo brasileiro, além de investir em políticas educacionais para garantir uma educação de qualidade, ampliar os investimentos nas políticas públicas de ciência e tecnologia e, juntamente com operadoras garantir, em todo o país, acesso à internet com qualidade e de custo acessível. Ademais, o Ministério da Educação, por meio de campanhas educacionais, deve orientar os estudantes sobre a modalidade de ensino, como é utilizada, suas vantagens, como manter o ritmo de estudo, assim como estimulá-los ao aprendizado com um ambiente virtual de ensino mais dinâmico, que gere interesse aos alunos. E assim, através dessas medidas, alavancar o desenvolvimento do ensino a distância no Brasil.