Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/06/2020
O EAD (Ensino a Distância), sendo uma alternativa extremamente viável pois além da flexibilidade e facilidade de acesso, as mensalidades são muito mais acessíveis se comparadas com as mensalidades de um Centro de Ensino presencial. A modalidade EAD já era uma realidade para cerca de 7 milhões de brasileiros desde o ano de 2017, mas se consolidou ainda mais, não só no Brasil, como ao redor do mundo, no ano de 2020 com o aumento exponencial dos casos de corona vírus.
É claro que o ensino EAD, se aplicado corretamente, pode se tornar um grande aliado da educação, visto sua capacidade de superar distâncias geográficas e promover interações entre professores e alunos fora do ambiente escolar, tornando o estudo muito mais tranquilo e dinâmico. Mas é importante lembrar que o EAD tem seus aspectos negativos, como por exemplo, as distrações, ocasionadas pela falta de um professor controlando o ambiente e a necessidade da gestão de tempo, pois como é o aluno quem decide quando assistir às aulas e quando realizar as atividades, ele precisa ter habilidade para organizar sua rotina e conciliar os prazos dos estudos com outras responsabilidades pessoais e profissionais. Além disso, o EAD depende de uma conexão de internet, em uma situação como a pandemia do corona vírus, onde não há outra opção viável se não o EAD, os alunos mais carentes de escolas regulares acabam sendo prejudicados, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet em 2018. Este número corresponde a 25,3% da população com 10 anos ou mais de idade. Sendo assim, o EAD está impactando mais negativamente que positivamente para a educação brasileira no geral, visto que cria um abismo entre os alunos que têm internet e acompanham todas as informações transmitidas pelos professores, e os alunos que não possuem essa ferramenta e são impactados negativamente.
Com base nos dados apresentados, é de suma-importância que o Governo, através do envio de recursos para o Ministério da Educação, financie objetos educacionais nos meios de comunicação e proporcione as condições necessárias para que todos os brasileiros tenham um nível de aprendizado similar ao que teriam em uma aula presencial, por exemplo.