Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/06/2020
Nos anos 70, o problema de acesso à escola era especialmente crítico com altos índices de evasão escolar. Diante desse desafio, foi criado, em 1978, o Telecurso, com o objetivo de ampliar o acesso à educação a centenas de milhares de brasileiros, ao levar educação de qualidade pela TV, com uma linguagem, formato e modelo de atuação inovadores. Nesse sentido, é fato que a educação a distância (EAD) é um caminho para a democratização do acesso ao conhecimento, mas, como toda tecnologia, possui desafios a serem superados. Portanto, a inclusão digital, somada ao preconceito relacionado ao ensino a distância são fatos preocupantes em torno desse tema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que, segundo o IBGE, 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet em 2018. Nesse sentido, é inimaginável pensar que todos possuem a capacidade de recorrer a esse meio. Desse modo, ocorre que a proposta de sistematização do ensino a distância esbarra na falta de urbanização e na miséria extrema de alguns locais negligenciados, como o município de Melgaço (menor IDH do Brasil). Ora, não há como aprender, presencial ou remotamente, convivendo com a fome e com ausência de serviços básicos. Assim, antes de usufruir dos benefícios das videoaulas e dos conteúdos online, o saneamento e a alimentação precisam ser oferecidos à população.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, no Brasil, existe um preconceito que relaciona esse tipo de educação com baixa qualidade. Isso se deve, pois não existe nenhum tipo de fiscalização do nível do ensino online por parte das autoridades. Por outro lado, empresas como: Descomplica, Imaginie e Bilogia Total provam que as barreiras da rejeição do EAD podem ser quebradas prestando um serviço acessível e de qualidade. Assim, é inegável que a educação a distância pode funcionar se determinadas problemáticas forem superadas.
Logo, os desafios da educação a distância no Brasil não devem ser negligenciados. Portanto, o Ministério Público Federal, Juntamente a ONGs, deve fiscalizar a oferta de serviços básicos, como saneamento e alimentação, por intermédio de visitas a locais carente, para que os jovens de baixa renda possam preocupar-se apenas com os estudos e não com suas necessidades básicas. Também, é necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) implante fiscalizações da qualidade dos cursos online, por meio de verbas publicas. Assim, contribuindo para a democratização do acesso á educação no Brasil.