Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 04/07/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada em 1948, pela Organização das Nações Unidas(ONU), é direito de todo cidadão, sem distinção, à educação. No entanto, os desafios da educação a distância(EaD) impedem que isso ocorra na prática, devido não só a falta de acesso a internet por parte da população, mas também por um preconceito do mercado de trabalho. Nesse ínterim, medidas devem ser tomadas por autoridades competentes para reverter a problemática. Em primeira análise, segundo o Portal de Notícias G1, em 2018, aproximadamente 46 milhões de brasileiros não dispunham de internet. Com isso, nota-se que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente mediador dos direitos básicos do cidadão, uma vez que sem essa tecnologia, o indivíduo não consegue estudar a distância, que seria a forma mais prática de estudo, já que é um método mais flexível. Nesse sentido, evidencia-se uma vulnerabilidade e um irrespeito colossal para com essa parcela da população que, deve ser modificado no Brasil.
Ademais, conforme o filósofo Aristóteles, o homem tem o anseio pelo conhecimento. Entretanto, muitos adultos não possuem escolaridade, por motivos diversos, e ao apresentarem o interesse pelo aprendizado, se vêm em uma situação desconfortável, pois o único método possível, seria à distância, pela praticidade. Todavia, o mercado de trabalho tem um prejulgamento com estudantes de EaD, em razão de uma possível falta de prática, e, com isso, o interesse do indivíduo passa, já que não teria oportunidade de emprego através do estudo. Nessa lógica, há uma grande necessidade de mudanças nesse pensamento do mercado de trabalho.
Portanto, é mister que o Estado tome providencias para amenizar o quadro atual. Para uma ampliação da população que tem acesso a internet, urge que o Ministério da Educação e Cultura(MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas que visem levar a internet para as casas que necessitarem, para que haja maior possibilidade de estudo para o cidadão. Além disso, é fundamental que o Ministério do Trabalho busque, por intermédio de investimento do governo, implementar programas de divulgação da EaD, objetivando findar com o preconceito para com os estudantes dessa método, estimulando os cidadãos a usufruírem desse método. Sob tais perspectivas, o Brasil poderá cumprir com os direitos mínimos da população, promulgados em 1948.