Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Durante décadas, o ensino presencial tem sido a mesma situação, aluno chega à escola, senta e assiste às várias horas de aula, muitas vezes sem nem sequer participar da aula. Mas, a modalidade de ensino a distância (EAD) vem mudando esse tipo de ensino e se tornando cada vez mais popular, chegando a ter mais de 7 milhões de brasileiros matriculados em alguma modalidade EAD em 2017, segundo o último censo divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Portanto, o EAD mostra-se de vital importância, já que democratiza o acesso à educação por meio de horários mais flexíveis e preços mais acessíveis.
Entretanto, é necessário citar que, para aproveitar cem porcento do EAD é de extrema importância que o estudante tenha organização, e acima de tudo, ser disciplinado. Uma das desvantagens do EAD é a questão do aluno estudar basicamente por conta própria, então para que o conhecimento aflore no estudante ele precisa reconhecer a importância dos estudos próprios. Diferente das aulas presenciais, o EAD não tem um professor ali na sua frente, te motivando a estudar ou “pegando no seu pé”, então pode ser que a maioria dos alunos não venham render cem porcento da sua capacidade em EAD.
Ademais, vale ressaltar que a grande busca, nos últimos anos, por cursos EAD vem muito por causa do seu preço acessível. Segundo Bruna Moura, que fazia administração, diz que parou de ir as aulas presenciais e começou a usufruir do EAD, segundo ela “não tinha aquela loucura de pegar ônibus, de sair do trabalho e tudo mais, e o valor". Entretanto, o diretor de inovação da SEMESP Fabio Reis comentou “Nós temos que olhar, pensar num modelo e não é porque tem esse baixo custo que tem que ser de má qualidade. Nós temos que encontrar um equilíbrio e obviamente melhorar os resultados das avaliações”, referindo-se ao baixo desempenho que o EAD apresentou.
Fica claro, portanto, como o EAD é benefício para a sociedade e deve ser estimulado e aprimorado. Então, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Economia proporem benefícios fiscais para empresas que ofereçam essa modalidade de ensino, por meio de propostas de leis a serem enviadas à Câmara dos Deputados, a fim de diminuir seus custos e serem capazes de oferecer bons serviços a um preço mais baixo. Assim, espera-se que mais pessoas possam ter acesso aos cursos a distância e que a educação seja mais difundida entre a parcela da população mais velha e mais pobre.