Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 13/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, na prática, tal garantia não é respeitada, visto que, mediante a suspensão das aulas presenciais devido a pandemia, muitos alunos não tiveram acesso à educação a distância. Esse cenário nefasto ocorre não só pela falta de acessibilidade à internet, mas também pela exclusão digital. Logo faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com intuito de vencer os desafios para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de acesso à internet dificulta que os alunos assistam às aulas virtuais. Consequentemente, essa inacessibilidade aumenta a desigualdade social, visto que esse tipo de ensino só privilegiará quem tem esse recurso. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 40 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede, isso mostra que grande parte da população ficaria impossibilitada de usufruir desse direito. Sendo assim, nota-se que para a efetivação da educação a distância é essencial que o aluno tenha internet.

Outrossim, é importante destacar que o analfabetismo digital corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque há um grande avanço tecnológica, e uma grande parcela da população não tem conhecimento para utilizar essas novas tecnologias. De acordo com Pierre Lévy, toda nova tecnologia cria seus excluídos. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa desfrutar de seus direitos.

Sendo assim, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o governo, deve tornar os valores dos equipamentos mais acessíveis, por meio da diminuição de impostos, para que as pessoas que não têm condições financeiras poderem adquirir esse tipo de produto que é essencial para aulas virtuais, já que é o único meio de comunicação entre alunos e professores no período de distanciamento social. Por fim, medidas exequíveis são fundamentais para que a sociedade possa ter os seus direitos.