Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Na obra “A República”, Platão expõe sua concepção de sociedade, de política e de arte. Além disso, o filósofo propõe um Estado ideal, uma utopia, na qual todas as peças da sociedade deveriam estar perfeitamente encaixadas no lugar certo, pois somente assim tudo funcionaria corretamente. Entretanto, o Brasil se opõe ao pensamento de Platão, pois a existência da educação a distância promove uma desorganização nas peças dessa ficção, proporcionando a criação de um cenário de desigualdade social. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

O ensino de educação a distância surgiu em meados da década de 1990, com o intuito de ampliar o campo de atuação em determinadas áreas e levar oportunidades de aprendizado a pessoas em locais que não têm a possibilidade de cursar o ensino presencial. Um dos fatores que dificulta nos estudos em EaD é a constante necessidade de conexão à internet. Nem sempre a conexão está disponível, por isso, esse problema é algo que pode dificultar na hora de assistir às aulas ou simplesmente marcando presença nas mesmas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede.

Logo, políticas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), busque parcerias com empresas de internet, disponibilizando dessa forma, pontos de acesso grátis, principalmente em cidades do interior, devido à população, normalmente pobre, não ter condições de pagar uma provedora, para que, assim, consigam acessar o conhecimento. Dessa maneira, havendo um âmbito social mais justo, igualitário e com acesso à educação.