Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Antes da invenção da escrita, na antiguidade, por meio do gesto e oralidade, os seres humanos buscavam uma forma de ensinar técnicas consideradas importantes para a sobrevivência humana. Com a estruturação da sociedade atual, foi necessário criar meios diferentes para cada área de aprendizagem. Um dos mais importantes é a educação a distância que, embora seja prática, é, na maioria das vezes negligenciada e não é acessível a toda população.

Primeiramente,  é válido destacar que uma das maiores vantagens da educação presencial é a interação do aluno mais intensa com o professor. De acordo César Callegari, Presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada, em algumas áreas de conhecimento é de extrema importância a comunicação do aluno com outras pessoas, a interação online se mostra superficial. Desse modo, indivíduos entram no mercado de trabalho despreparados, comprovando a carência do ensino.

No entanto, apesar de ser negligenciado, a educação a distância é uma ótima alternativa para quem deseja economizar tempo ou por quem, não consegue cursar o que deseja presencialmente por causa da distância. No geral, para que isso seja válido e justo, a distribuição de internet deveria ser uma realidade nacional, o que não observa-se no Brasil. Segundo os dados do Censo da Educação Superior, em 2017 os estudantes de educação a distância chegaram à 1,8 milhão e esse número só não é maior pela falta de internet em alguns lugares do país. Consequentemente, o ensino a distância é tratado como uma alternativa e não uma opção.

Portanto, é evidente a necessidade do aprimoramento da educação a distância no Brasil. Inicialmente, é de grande importância que o Governo Federal, em conjunto com o IBGE, faça uma análise das áreas onde a distribuição de internet é precária e, em seguida, desenvolva projetos em parceria a empresas que oferecem o serviço em prol de reduzir o preço dos pacotes nas regiões, expandindo aos poucos o uso. Contudo, o MEC deverá impor um padrão mínimo de qualidade aos cursos oferecidos, analisando a consistência dos professores e dos conteúdos e demais quesitos, evitando a formação de profissionais despreparados. Por consequência, o ensino online ficará mais viável.