Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 13/07/2020
Muito se tem discutido, recentemente, acerca da educação a distância e a forma com que vem sendo empregada, sobretudo no momento e situação atual em que, não só Brasil, mas também o mundo, se encontram, no meio de uma pandemia. Lamentavelmente a sugestão das aulas a distância não é adepta por todos, não por falta de interesse, mas sim por falta de acessibilidade e/ou oportunidades.
É indiscutível o fato de que a educação é essencial para todos os seres humanos. O método de aulas a distância já é utilizado há mais de anos, como forma de conectar professores e alunos por meio da internet com objetivo em comum de ensinar e aprender. Na teoria o método só tem benefícios, porém em sua prática, isso muda. Ao contrário do que muitos acreditam, um novo levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que mais da metade dos brasileiros ainda não tem acesso a internet, com base nessa pesquisa já se evidencia uma grande desigualdade social, infelizmente ainda muito presente no cotidiano dos brasileiros.
Em consequência disso, nota-se que boa parte dos brasileiros não teriam/têm acesso ao EAD (Ensino a Distância), levando em consideração também o, já mencionado, constante aumento da desigualdade social no país, segundo pesquisa do IBGE, muitos podem ter acesso a rede de internet, todavia não tem acesso aos materiais necessários para as aulas, como notebooks, celulares ou tablets, da mesma forma impossibilitando o ingresso do aluno nas aulas. A longo prazo essa situação pode resultar em futuros adultos sem formação e com dificuldade de ingressar no mercado de trabalho pela falta de um ensino básico e/ou superior.
Logo, conclui-se que para a implementação das aulas a distância funcionarem com êxito com que se é esperado, cabe ao Governo ampliar pesquisas sociais para reconhecer e oferecer à famílias em situações como as mencionadas acima, o devido acesso a rede de internet e ao MEC (Ministério de Educação e Cultura), juntamente com o Setor público, investir em salas de informática, dentro das escolas públicas, estaduais e/ou municipais e oferecer acesso durante a semana para quem necessita do uso de materiais presentes nas mesmas. Afinal, como disse o economista britânico Arthur Lewis : “A educação nunca foi uma despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido”.