Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 10/07/2020
A constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, na pratica, tal garantia é deturpada, visto que nem toda a população tem acesso ao ensino a distância. Esse cenário nefasto ocorre não pela falta de acessibilidade, mas também pelo analfabetismo digital. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer como o ensino a distancia limita a cidadania do individuo, que tem direito ao bem-estar social. Segundo Gilberto Dimenstein, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o pais, é o EaD substancial a mudança desse quadro.
Por conseguinte, discussões importantes, como sobre as aulas on-line tem ficado à margem das prioridades da população brasileira. Nesse viés, é importante salientar o papel da sociedade brasileira, visto que o controle social representa uma frente ao problema. De acordo com o filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno a emancipação do cidadão deve partir da autonomia e da autorreflexão. Portanto, faz-se mister que o brasileiro se veja como parte integrante da comunidade em que vive, pois só assim será capaz de nela intervir.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. O governo deve fornecer uma internet adequada e tornar os preços de aparelhos eletrônicos mais acessíveis para a população pobre, reduzindo o IPI. Para as classes mais baixas terem condições de adquirir as ferramentas necessárias paras as aulas virtuais.