Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 10/07/2020
Em 1969, a internet foi criada com a intenção de unir laboratórios de pesquisa, com passar dos anos houveram melhorias. No século XXI, esse mecanismo é utilizado de diversas formas, sendo uma delas para a educação a distância (EAD). Entretanto, esse ensino enfrenta muitas barreiras, como: o preconceito existente na sociedade e a falta de condições que muitos indivíduos apresentam quanto à EAD.
De início, é importante ressaltar que muitas pessoas julgam a educação a distância, acreditam que os indivíduos formados nesse ensino não são capacitados, pelo fato dos estudantes precisarem ter muita autodisciplina para aprenderem ou por em algum momento poder ficar dúvidas pendentes, com isso prejudicando a vida profissional do sujeito. Logo, esses indivíduos acham que a EAD é um ensino inferior ao presencial, o que não é verdade, pois a educação a distância possui o mesmo peso das demais. Conforme o Ministério da Educação, não importa a forma como o aluno faz o curso, o diploma será o mesmo.
Além disso, o Brasil possui muitos indivíduos que não possuem habilidades com a tecnologia, ou seja, não conseguem usar muito bem os mecanismos. Logo, esses possuem dificuldades em participar da educação a distância, pois ela utiliza esses meios para o próprio funcionamento. Outro problema, é o fato do país ter diversas pessoas que não possuem acesso à internet. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 26% dos brasileiros não têm a rede. Assim, muitos sujeitos não conseguem cursar com esse tipo de ensino, pois não possuem as ferramentas necessárias, pelo fato da má situação financeira muitas vezes.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação fazer divulgações em redes sociais e na televisão sobre a educação a distância, abordando como é o funcionamento e o fato dela possuir a mesma credibilidade que qualquer outra forma de ensino, para dessa forma o preconceito que existe na sociedade amenize. Já para os indivíduos que possuem dificuldades em participar do ensino, o Governo deve disponibilizar internet e as outras ferramentas para as pessoas que apresentarem ganhar menos que dois salários mínimos por mês e querem participar da EAD, e para os indivíduos que não têm muitas habilidades para tecnologia, as empresas que disponibilizam o ensino devem gravar tutorias com profissionais especializados no assunto, em que irão abordar as dúvidas pendentes, para que cada vez mais pessoas possam participar desse tipo de ensino com facilidade.